Julgamento do massacre do Carandiru é vitória contra impunidade, diz Dilma.
"O julgamento do Carandiru, com amplo direito de defesa e dentro das regras do Estado de Direito, representa uma vitória contra a impunidade", escreveu.
Nesta quarta-feira (2), 15 PMs do COE (Comando de Operações Especiais) foram condenados a 48 anos de prisão pelas mortes de quatro detentos. O advogado Celso Vendramini, que defende os 15 policiais militares, disse que vai pedir a anulação do julgamento que condenou os policiais pelos crimes.
Depois de 21 anos desde o massacre e 12 meses de julgamento, ao todo 73 policiais militares foram condenados pelas mortes de 77 presos em 2 de outubro de 1992.
Todos os PMs ainda podem recorrer e permanecem em liberdade até que seja esgotada qualquer possibilidade de recurso na Justiça.
Julgamento
Dividido em quatro etapas por ter um grande número de réus e vítimas, o júri foi iniciado em abril de 2013 e terminou na noite desta quarta-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.Cada fase do julgamento teve um grupo diferente de jurados e correspondeu a um dos quatro andares do pavilhão 9 da Casa de Detenção, onde 111 presos foram mortos quando a PM entrou no presídio para conter uma rebelião, em 1992.
O Ministério Público defendeu a tese de
que os policiais militares agiram em grupo, não individualmente, com o
objetivo de matar e que os presos não tiveram como reagir.
A defesa, por sua vez, argumentou que era impossível provar que
determinado réu matou determinada vítima porque nunca foi feito um exame
de balística indicando de quais armas saíram os projéteis que acertaram
os presos.
Os jurados aceitaram a proposta da promotoria e condenaram os PMs em todas as quatro etapas do julgamento.
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