Um dos principais
pontos do projeto a proteção da neutralidade de rede está no Artigo
9º, que garante tratamento isonômico para qualquer pacote de dados, sem
que o acesso ao conteúdo dependa do valor pago. A regra determina
tratamento igual para todos os conteúdos que trafegam na internet.
Assim, os provedores ficam proibidos de discriminar usuários conforme os
serviços ou conteúdos que eles acessam –- cobrando mais, por exemplo,
de quem acessa vídeos ou aplicações de compartilhamento de arquivos.
Outro ponto da proposta garante o direito dos usuários à privacidade , especialmente à inviolabilidade e ao sigilo das comunicações pela internet. O texto determina que as empresas desenvolvam mecanismos para garantir, por exemplo, que os e-mails só serão lidos pelos emissores e pelos destinatários da mensagem, nos moldes do que já é previsto para as tradicionais cartas de papel.
Outro ponto da proposta garante o direito dos usuários à privacidade , especialmente à inviolabilidade e ao sigilo das comunicações pela internet. O texto determina que as empresas desenvolvam mecanismos para garantir, por exemplo, que os e-mails só serão lidos pelos emissores e pelos destinatários da mensagem, nos moldes do que já é previsto para as tradicionais cartas de papel.
O projeto também
assegura proteção a dados pessoais e registros de conexão e coloca na
ilegalidade a cooperação das empresas de internet com órgãos de
informação estrangeiros. O objetivo é evitar casos de espionagem como o
escândalo que envolveu a NSA, agência norte-americana de informações.
O
Artigo 19, que limita à Justiça a decisão sobre a retirada de
conteúdos, também está entre os principais pontos do projeto.
Atualmente, vários provedores tiram do ar textos, imagens e vídeos de
páginas que hospedam, a partir de simples notificações.
Os
senadores oposicionistas reclamaram da votação antecipada da matéria.
Eles queriam discutir mais o assunto e chegaram a apresentar emendas que
foram rejeitadas em plenário. No fim, entretanto, votaram a favor do
texto final e comemoraram a aprovação do novo marco regulatório.
“Infelizmente, o rolo compressor [do governo] prevaleceu. Mas o novo
marco da internet é, sem dúvida, um avanço porque mantém a neutralidade
da rede, que é uma vitória de toda a sociedade”, disse o senador e
presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG).
O líder do governo
no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que o Brasil dará exemplo ao
mundo no que se refere à regulação das relações na internet e ressaltou
que a maioria dos países ainda não têm leis tão “maduras” quanto a que
foi aprovada no Congresso brasileiro. Ele confirmou que a presidenta
Dilma Rousseff deverá apresentar a nova legislação no evento
internacional sobre o assunto, NetMundial, que começa amanhã (23), em
São Paulo. “O encontro internacional será premiado com a grande
legislação que o Brasil oferecerá para o mundo amanhã”, disse o senador.
Braga
admitiu que o texto ainda deverá passar por ajustes, que serão tratados
em uma medida provisória no futuro. Ela deverá abordar os artigos 10º e
13, especialmente no que se refere a quais autoridades terão permissão
de acesso a dados pessoais dos usuários de internet.
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