Os bens de Eike Batista, de parentes e da ex-mulher foram bloqueados.O empresário reponde por seis crimes na Justiça Federal.
Na manhã desta quinta-feira (12), a Polícia Federal apreendeu três
carros de luxo na casa de Luma de Oliveira, ex-mulher do empresário Eike
Batista. Os bens de Eike Batista, de parentes, e de Luma foram
bloqueados na semana passada. O empresário reponde por seis crimes na
Justiça Federal.
O pedido começou a ser julgado ontem, na zona sul do Rio de Janeiro, às
7h30. Os agentes ameaçaram invadir o local, mas logo depois foram
autorizados a entrar. O empresário Eike Batista chegou em seguida.
Os policiais apreenderam três carros de luxo. Depois que saíram, Luma
apareceu na janela e sorriu. Logo em seguida o filho de Luma e Eike,
Thor Batista, saiu em uma caminhonete.
Ontem os agentes apreenderam na casa de praia do empresário Eike
Batista, em Angra dos Reis, uma lancha, três motos aquáticas e um iate. A
embarcação italiana, com capacidade para 20 pessoas, foi comprada em
2006 por cerca de R$ 85 milhões.
Na semana passada os policiais federais levaram bens de três casas do
empresário. Foram seis carros, um piano, 16 relógios, R$ 90 mil em
dinheiro e R$ 40 mil em moedas estrangeiras. Além de motores para
lancha, um computador e uma joia russa do século XIX.
Em 2012, Eike Batista estava entre os homens mais ricos do mundo. Era a
dono da 7ª maior fortuna, segundo a revista americana Forbes, calculada
em 30 bilhões de dólares, hoje, cerca de R$ 83 bilhões.
Em dois anos, com o fracasso da petroleira OGX, o quadro mudou e a
crise atingiu outras empresas do grupo. Em 2014, a riqueza de Eike
Batista não passava de 300 milhões de dólares e recentemente, ele chegou
a declarar um patrimônio negativo de 1 bilhão de dólares.
A operação de hoje é mais um desdobramento da decisão da Justiça
Federal do Rio de Janeiro de bloquear os bens de Eike Batista, de
parentes e da ex-mulher Luma de Oliveira. O juiz responsável pela medida
disse que o empresário estaria transferindo bens aos herdeiros.
O bloqueio de bens foi decretado pela Justiça Federal na semana
passada, para garantir o pagamento de indenizações e multas, caso o
empresário seja condenado nos processos que estão em andamento na
Justiça. Eike responde por seis crimes, como manipulação de mercado e
formação de quadrilha.
Os advogados de defesa de Eike Batista disseram que não vão comentar as
novas apreensões, porque a Justiça analisa um pedido, feito por eles,
para afastar o juiz do caso. O pedido começou a ser julgado ontem e a
defesa alega que o juiz está agindo com parcialidade.
Dois desembargadores votaram pelo afastamento do juiz e um terceiro
desembargador pediu vistas do processo. A decisão deve sair só depois do
Carnaval.
O juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminal da Justiça Federal,
disse que não vai falar sobre o assunto porque o caso ainda está em
julgamento.
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