Apoiador de Aécio na eleição, Benito Gama pondera que, para Congresso tomar posição política contra Dilma são necessários "fatos e alguém de credibilidade para fazer denúncias"
Presidente da CPI que tirou do poder o ex-presidente da República e
senador Fernando Collor (PTB-AL), em 1992, o deputado Benito Gama
(PTB-BA) acha que numa votação sobre um eventual pedido de impeachment
no plenário da Câmara, neste momento, a presidente Dilma Rousseff
perderia no voto e seria afastada do cargo.
Benito Gama, que hoje é vice-presidente do PTB – partido que apoiou Aécio Neves (PSDB) na eleição presidencial e ensaia uma fusão com o também oposicionista DEM –, diz que o resultado da votação de um impeachment seria semelhante ao da eleição para a presidência da Câmara, em que o peemedebista Eduardo Cunha derrotou em primeiro turno o candidato do Planalto, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
“O governo teria hoje os mesmos 136 votos dados ao
Chinaglia na disputa pela presidência da Câmara”, diagnosticou Benito
Gama. Para escapar da abertura de um eventual processo de impeachment,
ele lembra, o governo teria de garantir um mínimo de 171 votos. Segundo o
deputado, essa seria uma missão difícil em decorrência da crescente
dificuldade do governo no Congresso e diante da expectativa de
agravamento da crise política com a divulgação da lista de políticos
investigados pelo Supremo Tribunal Federal.
No
quinto mandato de deputado federal, Benito Gama pertenceu à base de
Collor no Congresso, mas mudou de lado ao presidir a CPI que descobriu o
vínculo entre a propina arrecadada pelo empresário Paulo César Farias, o
PC, com as despesas da família do então presidente da República. Por
ironia do destino, o vice-presidente nacional do PTB hoje é
correligionário de Collor.

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