Em abril, 12 pessoas já foram internadas com a doença. "Já temos um
movimento grande, e com essa epidemia de dengue houve realmente um
aumento significativo dos atendimentos", conta José
Ronaldo Alves,
supervisor da urgência e emergência da Santa Casa.
A capacidade de atendimento da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) é
para até 450 pessoas, mas desde o mês passado, cerca de 600 pessoas têm
procurado atendimento médico todos os dias. Dessas, 70% apresentam os
sintomas da dengue.
A sala de reidratação, uma das principais formas de tratamento da
doença, está sempre lotada. Os sete leitos já não são suficientes e a
área terá que ser ampliada para dezoito. "A nossa ideia a partir de
segunda-feira é ampliar essa sala, pra aumentar o número de cadeiras
disponíveis", explica a coordenadora de enfermagem da UPA, Iácara Santos
Oliveira. Para conseguir atender todos os pacientes, 15 novos técnicos
de enfermagem já foram contratados, além de outros dois médicos, cinco
enfermeiros e outros profissionais.
O prefeito decretou estado de emergência e o município já registra mais
de 2.450 notificações e 525 casos confirmados. Duas mortes foram
confirmadas como sendo pela doença e outras duas estão ainda em análise.
"A conscientização está sendo feita, mobilizações nas escolas, agora o
pessoal não sensibilizou [quanto ao fato de que] a dengue mata", explica
Michael Silveira Reis, coordenador de saúde coletiva do município.
Ainda de acordo com o coordenador de saúde coletiva do município, com o
decreto de estado de emergência, a prefeitura pode conseguir verba
específica do Governo do Estado para o combate à dengue e fazer compra
direta de materiais clínicos.
Fonte: G1/EPTV Sul de Minas

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